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Mensagens

Porta-chaves Robôtontos

  Apresentamos duas Séries dos Robôtontos. Um dia um menino pediu ajuda para encontrar algo que tinha perdido. Era "apenas" uma porca de parafuso. Mas era algo que ELE tinha encontrado e guardado. E que agora perdera. Esse menino é um observador, um colecionador e retira prazer da importância que dá a estas pequenas coisas. Nós também gostamos de colecionar peças e pecinhas. E esta coleção tira partido delas.  São porta-chaves leves, que aproveitam sobras de madeira e aquelas pecinhas de ferragem que ficam esquecidas e que vamos colecionando, como o nosso amigo I Cada um é único. Como aquele amigo que nos faz sentir especiais. Para levar com as chaves ou na mochila (e que a tornará inconfundível)! P.s.- Demorámos mas encontramos a peça perdida, que ainda hoje guarda. II     Esta segunda série tem Robôs ainda mais tontos e estrambólicos! Não há dois iguais.      Até o Frankenstein se robotizou!

Um não objeto e já estou a fazer batota

Hoje sou eu que falo: Marta.O desafio que nos propusemos (Prisma) foi o de encontrar algum objeto da nossa infância que nos marcou, e que perdure. Eu quis ser metódica e começar por tentar me  lembrar do primeiro de todos. E esta foi a memória que me assaltou logo: um poster, grande (uns 80x40cm) com um soldadinho de chumbo - em estilo minimalista e quase geométrico, enquadrado por apenas duas calhas pretas. - Que poster é esse? - perguntou o João, já desconfiado por nunca o ter visto. Pois... tive de dizer que já não o tenho. - Então é batota! Pois... é... Mas não é na minha cabeça, no desafio que eu assumi. Então, eu explico, a ver se me perdoam. Devia ter à volta de dois, três anos. Sei porque estava no quarto onde dormi sozinha nessa altura. Na cama onde ainda tenho a memória de beber do biberon e sentir a textura do leite coalhado a passar (!). E não devia ser fácil por-me a dormir ali sozinha (deve ter sido uma altura de "desmame"). Na parede, junto à cama, e...

Como a infância se conserva em nós?

As duas bases deste prisma, como sabem, são a Marta e o João. Quem somos? Somos um casal (ainda) sem filhos. Então porque nos dedicamos tanto a brinquedos e jogos? O João tem as suas razões e a Marta outras - somos bases paralelas mas bastante diferentes. Mas muitas são as arestas que nos unem. Neste caso, de que falamos hoje neste post, tem a ver com a nossa infância e o modo como ela persiste e sempre se reaviva em nós. Quando fazemos um jogo, um brinquedo ou uma decoração infantil vamos rebuscar ao nosso baú aquilo que nos habita ainda - seja por pequenas histórias que de que nos lembramos, algumas memórias ligadas a imagens e sensações, alguns desejos que tínhamos, etc. Hoje trazemos do baú este carro. Hoje falo eu, João. Pelos vários carros e outros veículos que temos criado, percebem rapidamente a ligação - é uma paixão que me acompanha desde sempre. Podia falar-vos de marcas, modelos, linhas de que gosto. Mas na verdade este carrinho não está aqui a representar isso. E...

#buylocal #buyhappiness

      Quando criamos os nossos produtos queremos reutilizar materiais, criar peças duradouras,  que perdurem (juntamente com as histórias que trazem). Mas é mais que isso. Acreditamos que estamos a construir para uma visão de mundo mais sustentável.     Comprar local contribui para melhorar o ambiente, criar postos de trabalho (diferenciados), fomenta a diversidade. Imaginamos um dia que, ao invés de fazer  scrawl pelo telemóvel, possamos passear pela nossa rua e visitar projetos como o nosso montra a montra. "Não podes comprar felicidade, mas podes comprar local - o que é praticamente a mesma coisa". (autor anónimo)

Cão Mumu

Este é o nosso cão Mumu! Era para ser um cão comum, nasceu com uma só cor. Mas para os mais novos nada é comum! Por isso, a pedido especial, cresceram-lhe malhas pretas - uma género de Dálmata ou de vaca malhada. Pelos relatos que nos chegam, o seu novo dono leva-o a passear à rua, acompanhando o outro cão da família (este real). Mais um brinquedo amigo do ambiente, para meninos e meninas. É feito de madeiras aproveitadas, com tintas à base de água e revestido com cera de abelha (sabemos que os mais pequeninos levam tudo à boca). Tem aproximadamente 22cm de cumprimento e 10cm de altura.

Jogo do Burro - Jogos lúdico-pedagógicos

Numa tarde soalheira, depois do almoço, no meio daquela conversa que se demora entre os cafés,  a preguiça e a placidez, surge uma memória: "Aquelas tardes bem passadas no Alentejo, em que toda a família se entretinha a jogar o jogo do burro com malhas de metal ou moedas de 50 centavos". Velhos e novos trocavam histórias e anedotas enquanto disputavam os pontos dos jogo. Pois não era nem cedo nem tarde. Com a Oficina ali a uns metros, de uma tábua de sobra refizemos o jogo e com uns restos de ladrilhos que tínhamos à mão começamos a disputa.  Chamamos os pequenos a participar, que se entretiveram a experimentar (vá, demos meio metro de avanço), a contar os pontos e a servir de árbitro. Um ponto para o artesanal, zero para a tecnologia! Assim criamos o novo Jogo do Burro, que vêm na imagem. Aproveitámos a madeira, damos-lhe um toque pitoresco e assim se recupera um jogo tradicional! Como se joga: O suporte tem uma inclinação, para dificultar a afixação...

Esculturas Prisma

Se, por vezes, partimos para o trabalho sobre a matéria com uma ideia definida - nossa ou sugerida por vocês, outras vezes gostamos de fazer o processo inverso. Muitas vezes partimos de partes de madeira que encontramos ou que queremos reaproveitar, dar  outra vida - na linha com a nossa vontade de criar produtos sustentáveis. Olhamos para a peça de madeira que temos à frente e deixamo-nos levar pelo que ela inspira: as suas formas naturais, o seus veios, as texturas que sugere. Podemos ter um conceito que queremos explorar, ou ele vai surgindo à medida que o trabalho evolui. Deixamos espaço para o inesperado. Como diz Matarasso, "O ato é criativo porque dá origem (cria) algo que não existia anteriormente, mas a arte encontra-se no ato, não na coisa que este cria."