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Mala de construções

  O excesso de estímulos impede que a criança, na primeira infância, se conecte com aquilo que perceciona. Por isso a pedagogia Waldorf, por exemplo, defende os brinquedos feitos de materiais naturais e duradouros. Para que a criança os possa explorar em profundidade e criar vínculos,  enquanto se processa a organização sensorial e cognitiva. Devem também ser esteticamente apelativos, mas simples, com alguma abstração - para dar espaço à imaginação.

Bólide requintado

Quando estamos a trabalhar partimos de dois caminhos possíveis.  Ou experimentamos novos caminhos, com novas técnicas, materiais, partindo de uma ideia ou deixando que se revele no contacto entre as mãos e matéria; ou voltamos às nossas paixões de estimação. Uma fixação que acreditamos ir de mãos dadas com o aperfeiçoamento. Assim surgiu este novo automóvel de corrida! Um verdadeiro bólide! Ele representa a evolução do nosso trabalho, que começou com carrinhos rudimentares e foi evoluindo com mais pormenor e mais técnica. O que não seria possível sem todas as outras experiências.  São assim dois caminhos que se alimentam mutuamente. Este brinquedo surge também do aproveitamento de vários materiais que reaproveitamos e que nos inspiram.

Porta-chaves Robôtontos

  Apresentamos duas Séries dos Robôtontos. Um dia um menino pediu ajuda para encontrar algo que tinha perdido. Era "apenas" uma porca de parafuso. Mas era algo que ELE tinha encontrado e guardado. E que agora perdera. Esse menino é um observador, um colecionador e retira prazer da importância que dá a estas pequenas coisas. Nós também gostamos de colecionar peças e pecinhas. E esta coleção tira partido delas.  São porta-chaves leves, que aproveitam sobras de madeira e aquelas pecinhas de ferragem que ficam esquecidas e que vamos colecionando, como o nosso amigo I Cada um é único. Como aquele amigo que nos faz sentir especiais. Para levar com as chaves ou na mochila (e que a tornará inconfundível)! P.s.- Demorámos mas encontramos a peça perdida, que ainda hoje guarda. II     Esta segunda série tem Robôs ainda mais tontos e estrambólicos! Não há dois iguais.      Até o Frankenstein se robotizou!

Um não objeto e já estou a fazer batota

Hoje sou eu que falo: Marta.O desafio que nos propusemos (Prisma) foi o de encontrar algum objeto da nossa infância que nos marcou, e que perdure. Eu quis ser metódica e começar por tentar me  lembrar do primeiro de todos. E esta foi a memória que me assaltou logo: um poster, grande (uns 80x40cm) com um soldadinho de chumbo - em estilo minimalista e quase geométrico, enquadrado por apenas duas calhas pretas. - Que poster é esse? - perguntou o João, já desconfiado por nunca o ter visto. Pois... tive de dizer que já não o tenho. - Então é batota! Pois... é... Mas não é na minha cabeça, no desafio que eu assumi. Então, eu explico, a ver se me perdoam. Devia ter à volta de dois, três anos. Sei porque estava no quarto onde dormi sozinha nessa altura. Na cama onde ainda tenho a memória de beber do biberon e sentir a textura do leite coalhado a passar (!). E não devia ser fácil por-me a dormir ali sozinha (deve ter sido uma altura de "desmame"). Na parede, junto à cama, e...

Como a infância se conserva em nós?

As duas bases deste prisma, como sabem, são a Marta e o João. Quem somos? Somos um casal (ainda) sem filhos. Então porque nos dedicamos tanto a brinquedos e jogos? O João tem as suas razões e a Marta outras - somos bases paralelas mas bastante diferentes. Mas muitas são as arestas que nos unem. Neste caso, de que falamos hoje neste post, tem a ver com a nossa infância e o modo como ela persiste e sempre se reaviva em nós. Quando fazemos um jogo, um brinquedo ou uma decoração infantil vamos rebuscar ao nosso baú aquilo que nos habita ainda - seja por pequenas histórias que de que nos lembramos, algumas memórias ligadas a imagens e sensações, alguns desejos que tínhamos, etc. Hoje trazemos do baú este carro. Hoje falo eu, João. Pelos vários carros e outros veículos que temos criado, percebem rapidamente a ligação - é uma paixão que me acompanha desde sempre. Podia falar-vos de marcas, modelos, linhas de que gosto. Mas na verdade este carrinho não está aqui a representar isso. E...

Cão Mumu

Este é o nosso cão Mumu! Era para ser um cão comum, nasceu com uma só cor. Mas para os mais novos nada é comum! Por isso, a pedido especial, cresceram-lhe malhas pretas - uma género de Dálmata ou de vaca malhada. Pelos relatos que nos chegam, o seu novo dono leva-o a passear à rua, acompanhando o outro cão da família (este real). Mais um brinquedo amigo do ambiente, para meninos e meninas. É feito de madeiras aproveitadas, com tintas à base de água e revestido com cera de abelha (sabemos que os mais pequeninos levam tudo à boca). Tem aproximadamente 22cm de cumprimento e 10cm de altura.