Avançar para o conteúdo principal

Pedras de Equilíbrio - Jogos lúdico-pedagógicos

De entre os vários trabalhos que criamos, os Jogos Lúdico-pedagógicos têm, para nós, um sabor especial. Aliamos o amor à madeira com o interesse pela educação e pela diversão.

As pedras de equilíbrio são, dos jogos, o que abrange um maior leque etário:

Para os mais novos: desde cedo podem começar a usar estas peças para fazer pequenas criações livres, à semelhança dos nossos blocos de construção (que muitas gostam de misturar para criar as suas cidades artísticas).
A partir dos 5 anos começam a tentar empilhá-las, tentando montar torres altas. Aqui, além da motricidade fina, começam a desenvolver a concentração, a persistência e a tolerância à frustração - competências tão importantes para a vida.

Dos 8 aos 88: Aqui começa o desafio do jogo. Pode ser jogado individualmente, tentando ver o número máximo de pedras que conseguem empilhar.
Pode também ser jogado com vários intervenientes, de várias maneiras:
- cada um coloca uma pedra à vez, como o jogo Jenga, perdendo quem a fizer cair.
- de um modo colaborativo, colocam uma pedra à vez, tentando criar a maior torre possível (há benefícios em ter olhos em várias posições diferentes)
- podem dividir o número de pedras pelos jogadores e ver quem consegue empilhá-las (todas) primeiro.

Os mais velhos têm aqui uma oportunidade para continuarem a trabalhar a sua motricidade e concentração.

Por experiência própria, podemos dizer que este jogo é ótimo para acompanhar conversas. Forma ainda um bonito objeto decorativo.


Comentários

Mensagens populares deste blogue

Um novo Prisma

Este poliedro tem duas bases, congruentes e paralelas: o João e a Marta.       O João brincava "às carpintarias" no pré escolar. Diz que não havia medo de serrotes e martelos. E que o bichinho da madeira e das construções nele ficou, até hoje. Como uma carraça - que também teve, de estimação, by the way. Mas isso é outra história, que ele não quer contar.    A Marta brincava ao teatro. Ainda brinca, mas entretanto preferiu a educação. Diria que também tem o bichinho, se gostasse dessa expressão.     Por isso o Prisma tem vários lados. Mais didáticos, menos didáticos. Mais geométricos, menos geométricos.  Mais toscos, menos repetíveis. Muitos carros, camiões, tratores, muitos fantoches, bonecos e cenários. Mas não fazemos discriminação de género nem idades. O que fazemos dedicamos e adaptamos a todos, é só escolher o ângulo.     Apesar do que fazemos surgir do nosso gosto pessoal, gostamos que nos façam pedidos especiais, que nos d...

Jogo do Burro - Jogos lúdico-pedagógicos

Numa tarde soalheira, depois do almoço, no meio daquela conversa que se demora entre os cafés,  a preguiça e a placidez, surge uma memória: "Aquelas tardes bem passadas no Alentejo, em que toda a família se entretinha a jogar o jogo do burro com malhas de metal ou moedas de 50 centavos". Velhos e novos trocavam histórias e anedotas enquanto disputavam os pontos dos jogo. Pois não era nem cedo nem tarde. Com a Oficina ali a uns metros, de uma tábua de sobra refizemos o jogo e com uns restos de ladrilhos que tínhamos à mão começamos a disputa.  Chamamos os pequenos a participar, que se entretiveram a experimentar (vá, demos meio metro de avanço), a contar os pontos e a servir de árbitro. Um ponto para o artesanal, zero para a tecnologia! Assim criamos o novo Jogo do Burro, que vêm na imagem. Aproveitámos a madeira, damos-lhe um toque pitoresco e assim se recupera um jogo tradicional! Como se joga: O suporte tem uma inclinação, para dificultar a afixação...

Da coleção Talheres Animados: Faqueiro Real

          As colheres, como as facas, são utensílios que nos acompanham desde a pré história. Conchas adaptadas, osso, pedra, madrepérola, madeira, bronze, prata... uma longa evolução lhe confere autoridade.      Já com os garfos a história é outra.      Até ao séc. XI, na Europa, comia-se com as mãos (os mais "elevados" utilizavam apenas três dedos). Devia haver um contacto direto com os alimentos, que eram dádiva de Deus.      Ora certo dia, nesse século longínquo, um membro da corte de Veneza - Domenico Selvo - casou-se com uma refinada princesa de Bizâncio - Teodora, de seu nome. No seu enxoval trouxe um misterioso e incompreensível objeto, que espetava nos alimentos! Nas dádivas sagradas! Ainda para mais, um objeto com apenas duas pontas. Isso mesmo, como a lança infernal com a qual o demónio apoquenta os pecadores condenados ao fogo eterno.      Foi considerado...